8 de jan de 2010

Site Guarulhos Web

Artistas exploram diversidade visual.
Arte expressa em charges, cartoons, HQs e grafites.

Histórias em quadrinhos, cartoons, caricaturas, animação, charges, grafites, entre outros, são exemplos de manifestações artísticas que divertem, emocionam, questionam o que acontece no mundo e agradam públicos de idades, vivências e formações variadas.

Em Guarulhos, podemos encontrar exemplos dessas artes produzidas por quem levou a paixão por desenhos para sua vida profissional. Em comum, o gosto pelos desenhos cultivado ainda na infância, retratados à exaustão em cadernos de escola com paciência para chegar ao resultado final perfeito.

Motta e Furton focam detalhes para destacar estilos próprios.


Histórias em quadrinhos e seus heróis têm sido retratados em filmes de sucesso. Uma vertente dessas revistas, a graphic novel busca elevar a qualidade dos quadrinhos à arte para gente grande, em que cada quadro pode ser apreciado como se fosse uma obra de arte convencional.

Nessa linha de trabalho, corpos humanos e dramas pessoais são os focos dos quadrinhos produzidos pelo quadrinista Rodrigo Motta. Com tinta nanquim ou acrílica, ele afirma ter buscado inspiração no expressionismo para montar seus personagens. "Gosto de trabalhar a parte estética para criticar o padrão de beleza imposto na sociedade". Ele afirma que a vida na metrópole pode ser notada em sua obra através dos prédios, solidão e atmosfera violenta.

Referências - Fã de Frank Miller e Will Eisner, procurou trazer a influência desses artistas para sua própria obra, retratando histórias com temática adulta e atenção redobrada para o visual. Como prefere trabalhos autorais, cuida de cada detalhe na produção sozinho. Já chegou a demorar um ano para concluir um livro de quadrinhos. Sua última publicação foi o "Panorama Coletivo I", lançado no ano passado em conjunto com outros 7 artistas de Guarulhos. Como não publicou o trabalho com editoras, teve trabalho extra com a impressão dos 500 exemplares numerados do livro.

Alternativa - A estrutura dos livros de Motta se assemelha aos fanzines, publicações utilizadas por quem pretende levar um trabalho para o público com impressões de baixo custo.

O educador artístico Cláudio Furton já usou este recurso para publicar seus quadrinhos, seu estilo preferido. Sem medo de errar, desde pequeno cria suas próprias histórias e ainda trabalha seu estilo próprio para chegar a um resultado satisfatório. Para quem pretende empunhar um pincel no futuro, a dica dos artistas é uma só: muito treino, gosto pelo que faz e desenvolvimentos das mais variadas técnicas até chegar ao resultado final: expressão da realidade traduzida em imagens.

Início inusitado marca produtor de grafites da cidade.


Grafite é arte ou vandalismo? A definição varia de acordo com os olhos que veem as pinturas pela cidade. Mas, para o artista Thiago Cabello, o Thinello, a pintura de vias públicas é a chance de expressar seus sentimentos para quem anda pelas ruas. "Pra mim é um palanque. Posso falar o que quiser e chamar a atenção das pessoas. Por isso prefiro pintar perto de semáforos e pontos de ônibus", diz.

Início inusitado - O grafite entrou na vida do artista plástico em 1997, quando ele ainda estava na escola cursando o ensino médio. Ao ser surpreendido pelo diretor rabiscando as carteiras da sala, teve que limpar todas em que fez desenhos. Entretanto, a vontade de criar do estudante não foi reprimida pelo diretor. "Ele me disse que se eu quisesse desenhar deveria fazer na parede da escola e me deu latas de tinta", lembra.

Depois disso ele não produziu mais grafites, mas levou o gosto por artes adiante em uma faculdade de artes plásticas. Depois, já trabalhando como educador artístico, voltou à carga pintando as ruas da Capital e Guarulhos. Hoje enxerga certo excesso de grafites na cidade guarulhense. Mais do que poluição visual, o que mais o irrita é a falta de mensagens da maioria dos trabalhos.

Obstáculos - Thinello acredita que seu estilo, que inclui desenhos e poesias, e o fato de pintar durante o dia o deixam longe de problemas com a polícia: "Normalmente eles param pra abordar quem faz letras e como não me escondo na "madruga pra pintar, sempre consigo resolver tudo na conversa".

Vanessa Coelho
08/01/2010

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